terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Base de Fátima diverge sobre possível aliança política com o MDB no RN



Não existe, em nenhum lugar do Brasil, nenhuma aliança feita. O ex-presidente Lula fez uma visita ao MDB local, mas não tem nada firmado”, declarou o vice-governador Antenor Roberto (PCdoB), minimizando a possibilidade de uma aliança política entre o PT e o MDB no Rio Grande do Norte nas eleições de 2022, focando a reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT).

Essa chapa majoritária, conforme as especulações lançadas nos últimos dias, seria composta por Fátima Bezerra governadora, Walter Alves vice-governador e Garibaldi Alves senador da República, no lugar de Jean Paul Prates (PT), que luta pela reeleição. Nesta configuração, o atual vice-governador Antenor Roberto ficaria de fora.

No entanto, como o PCdoB é aliado do PT no Estado, Antenor será o indicado de Fátima para concorrer a uma cadeira de deputado federal em 2022. Segundo o vice-governador, “a questão (aliança PT e MDB) é uma especulação surgida a partir de uma visita do ex-presidente Lula, em agosto passado”, explicou.

Para o vice-governador, havendo a possibilidade do MDB e PT se unirem para as eleições do ano que vem, esse fato não repercutiria exclusivamente sobre o PCdoB. “Isso integra os outros partidos também. O MDB é um partido que existe em todo o Brasil, em todos os estados da federação, mas nunca consegue se unificar nacionalmente. Termina fazendo caminhadas pelos estados”, concluiu Antenor Roberto.

Já o secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, Raimundo Alves, sinalizou positivamente sobre a formação de uma possível aliança entre o PT e o MDB no RN, “a chapa majoritária não se discute sem envolver todos os componentes do projeto, que, no nosso caso, incluem outros partidos que estamos conversando, como MDB, por exemplo”, afirmou.

De acordo com Raimundo, o PT, além de dialogar com o MDB, está conversando com outras legendas que poderão ajudar na reeleição de Fátima Bezerra, “a união das forças democráticas e antibolsonaristas é o que o momento exige de todos nós. PT, PCdoB, PSOL, Rede, PV e PDT, entre outros, são partidos construídos na mesma base social e o fascismo instalado no país exige a união que for possível ser construída”, destacou.
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