quarta-feira, 31 de março de 2021

Macau: Secretaria de Saúde garante vacina em três comunidades e coleta para exames na UBS da Ilha de Santana


A Caravana da Vacina atendeu nesta terça-feira, 30, os moradores de três comunidades de Macau. Salinópolis, Tambaú e Quixabas foram as localidades assistidas com a imunização do público prioritário dessa fase da campanha de vacinação contra a Covid.

Outra ação da Secretaria Municipal de Saúde que já vem ocorrendo em outras comunidades é a coleta para exames de laboratório. Hoje a coleta aconteceu na Unidade Básica de Saúde da Ilha de Santana, onde foram realizadas 16 coletas.

As comunidades de Barreiras, Diogo Lopes e o bairro da Cohab também já foram beneficiados com a ação itinerante que tem evitado o deslocamento da população em tempos de pandemia.

Brasil registra novo recorde diário de mortes por covid: 3.780


O Brasil registrou, nesta terça-feira (30), um novo recorde do número diário de mortes por covid: 3.780, segundo dados enviados pelos estados ao Ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

 Só o Estado de São Paulo registrou 1.209 mortes pela doença em 24 horas, também um novo recorde. O número de novos casos diagnosticados foi de 84.494. Com o balanço de hoje, o país totaliza 317.956 mortes e 12.658.109 pessoas diagnosticadas com a doença. 

A média móvel de óbitos dos últimos 7 dias chegou a um novo recorde ao registrar 2.710. A média móvel de novos casos cresceu em relação a ontem, e registra 75.441. Recordes de mortes nas últimas semanas 

• 30 de março de 2021: 3.780

 • 26 de março de 2021: 3.650 

• 23 de março de 2021: 3.251 

• 16 de março de 2021: 2.841

 • 19 de março de 2021: 2.815 

• 25 de março de 2021: 2.787 

• 17 de março de 2021: 2.648

 • 10 de março de 2021: 2.286 

• 11 de março de 2021: 2.233

 • 12 de março de 2021: 2.216

Pandemia piorou com eleições e carnaval e não com comércio, afirma vereador de Natal sobre protesto que pede reabertura dos setores econômicos


O vereador de Natal Klaus Araújo (Solidariedade) acredita que a piora da pandemia vivenciada no Rio Grande do Norte é resultado das eleições municipais 2020, do carnaval informal 2021 e das festas clandestinas realizadas mesmo com a vigência do decreto estadual que permite apenas o funcionamento de serviços essenciais até 2 de abril – sob alegação de que ajudará a diminuir a circulação do coronavírus e, por efeito, minimizar a superlotação na rede hospitalar. 

Por isso, o parlamentar apoia o protesto realizado nesta terça-feira 30, que pede a reabertura de todos os setores econômicos, uma vez que não se pode “mandar a conta para quem se preparou para cumprir e respeitar todos os protocolos”. A manifestação solicita o retorno imediato das atividades econômicas suspensas, já que as recomendações sanitários determinadas pelas autoridades em saúde estavam sendo cumpridas. “O comércio em geral não são os responsáveis pelo aumento dos casos de Covid-19. Mas as eleições, o carnaval e as festas clandestinas são os verdadeiros responsáveis. Dessa forma, não podemos mandar a conta para quem se preparou para cumprir e respeitar todos os protocolos. Sou a favor que exista os decretos e sua rigidez, porém precisamos ter a flexibilização do comércio, pois as pessoas precisam trabalhar”, justifica. 

Klaus defende a existência de medidas para orientar a população no combate à Covid-19, como decretos, uso de máscaras e isolamento social – este, para os que têm como aderir – já que o vírus causador da maior crise sanitária da história recente do Brasil é transmitido com facilidade pelo ar. Esse cenário, entretanto, não pode impactar negativamente as pessoas que precisam sustentar suas famílias por meio do salário conquistado pelo serviço ofertado, segundo o vereador. 

O parlamentar, que é 1º vice-presidente da Câmara Municipal de Natal, destaca, ainda, a atuação dos governos estadual e municipais no gerenciamento dos danos causados pela pandemia. Para Klaus, o poder público deve manter o foco na vacinação em massa para atingir, o quanto antes, a normalidade das atividades. Ele argumenta que esse processo pode ser realizado com o comércio em funcionamento, seguindo os protocolos já conhecidos – e aplicados, de acordo com vereador. “Quem pode ficar em casa, fique; é importante. Mas quem precisa sustentar sua família, precisa trabalhar. Limitar as atividades é uma irresponsabilidade tremenda. 

Todas essas coisas estão acontecendo pela falta de responsabilidade dos Governos Estaduais e Municipais que não se prepararam devidamente, e agora, tardiamente, estão querendo abrir leitos, que não será a solução. O mais importante neste momento é vacinar a população e flexibilizar o comércio”, encerra.

terça-feira, 30 de março de 2021

Pandemia Pedidos de internações hospitalares no RN caem 8% nos últimos 12 dias


As medidas mais restritivas de isolamento social anunciadas em 17 março, com o fechamento das atividades consideradas não essenciais até o dia 2 de abril, já começam a surtir os primeiros efeitos positivos no Rio Grande do Norte. A média móvel da solicitação de vagas para leitos para tratamento da Covid-19 caiu 8% nos últimos 12 dias. 

Apesar da redução, a rede hospitalar ainda segue estrangulada, com um total de 97,2% dos leitos de UTI ocupados. Segundo dados da plataforma Regularn, que monitora em tempo real a oferta de leitos de internação para casos de Covid-19 no Rio Grande do Norte, o domingo 28 registrou 92 pedidos de internação — leitos clínicos e de terapia intensiva. O número de pedido foi o menor desde 8 de março, quando foram feitas 88 solicitações. 

Analisando a média móvel, a partir da análise dos últimos sete dias, o estado fechou o domingo 28 com um registro de 117,8 solicitações. O registro é o menor desde 12 de março, com 117,7 pedidos. O perído entre 12 e 24 de março, por sinal, foi o mais crítico de toda a pandemia no território potiguar. A média móvel alcançou 132 pedidos no dia 18. Já o recorde absoluto de pedidos foi em 15 de março. Foram feitas 152 solicitações de internação em 24 horas. 

Apesar da queda, ainda há 92 potiguares aguardando para conseguir um leito crítico para internação. O número de pessoas aguardando leitos de UTI também apresenta redução. Em 17 de março, no auge da crise sanitária, o Rio Grande do Norte contava com 131 pacientes à espera de leitos críticos. Ou seja, a fila de espera foi reduzida de 25%. Dos 25 hospitais com leitos disponíveis para pacientes Covid-19, 21 deles estão com 100% de ocupação. 

Apenas o Hospital Colônia Dr João Machado (97,14%), o Hospital Giselda Trigueiro (97,14%), o Hospital Regional Alfredo Mesquita (90%), em Macaíba e o Hospital Infantil Maria Alice Fernandes (30%), ainda apresentam vagas disponíveis para internação.

Governo libera e equipes de futebol podem voltar a treinar no RN; Campeonato Potiguar pode voltar a ser disputado


A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap/RN), liberou nesta segunda-feira, 29, os treinos das equipes de futebol no Estado. Uma nota técnica assinada por Cipriano Maia, secretário de Saúde do RN, foi publicada e proíbe a presença de público e da imprensa durante os treinamentos.

 Dias atrás, o Governo do RN autorizou apenas que ABC e América treinassem, uma vez que os clubes disputam competições regionais, como a Copa do Nordeste e nacionais, como Série D do Brasileirão e Copa do Brasil. Agora, na nota técnica, Maia diz que a decisão “importaria em quebra da paridade de armas no âmbito do Campeonato Nota Potiguar de Futebol”, já que o campeonato foi paralisado por um Decreto Estadual. “Ademais, cabe dizer que os clubes de futebol profissional têm adotado rígidos protocolos sanitários, com testagem contínua de atletas e comissão técnica”, diz a nota técnica. 

Campeonato pode voltar Na última quinta-feira, 25, A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) anunciou o cancelamento definitivo da edição 2021 do Campeonato Potiguar. A decisão, segundo o texto, estava alinhada com os oito clubes filiados disputantes da 1ª divisão do campeonato e acontece por causa do decreto estadual, que suspende as atividades esportivas – e outras consideradas não essenciais – até 2 de abril. 

Uma fonte ligada à Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol disse que como não houve uma assembleia para o cancelamento oficial do campeonato, há expectativa de que a competição seja retomada. Segundo a fonte, o Ministério Público do Rio Grande do Norte media discussões entre o Governo do Estado e a FNF. 

De acordo com informações obtidas, a expectativa é de que um próximo decreto do Governo do RN libere a realização de partidas no Estado.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Polícia Militar interrompe festa clandestina com mais de 20 pessoas em residência


A Polícia Militar (PM) interrompeu uma festa clandestina que reunia mais de 20 pessoas no fim da noite do último domingo (28).
O caso aconteceu em uma residência alugada na Ilha de Santana. Os guerreiros da gloriosa Polícia Militar identificaram o caso por meio de uma denúncia de perturbação de sossego por causa do som alto.

Conforme o decreto estadual instituindo, festas e outras aglomerações estão proibidas por causa do grande avanço da pandemia do novo coronavírus.

Vale lembrar que em Macau até o momento foi registrado 642 casos de pessoas com diagnóstico positivo para Covid-19, inclusive com 38 óbitos. 

A Polícia Militar vem realizando diversas ações em vários pontos da cidade com o objetivo de evitar possíveis aglomerações, festas clandestinas e som ao vivo em bares.

Com risco de “apagão”, RN e outros 8 Estados têm dificuldades para montar equipes de UTI


O rápido agravamento da pandemia no Brasil pressiona hospitais, que já lidam com a insuficiência de leitos e escassez de remédios. O risco de um apagão de profissionais especializados também é um problema. No caótico ambiente hospitalar, gestores e entidades médicas de pelo menos nove Estados – Rio Grande do Norte, Bahia, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins – relatam falta de intensivistas, dificuldades no atendimento ou necessidade de abrir rodadas de processos seletivos para contratar temporários. 

O Brasil tem 543 mil médicos, mas nem todos preparados para as demandas atuais. “O que precisamos é de profissionais treinados para internação sob cuidados intensivos”, diz o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes. “E também dos demais profissionais de saúde, porque não é qualquer médico ou técnico que pode trabalhar numa UTI. As equipes de enfermagem têm de ter treinamento para manejar máquinas modernas e os respiradores.” Presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, Geraldo Ferreira diz que “há improvisação, principalmente na rede pública”. E alerta também para as perdas entre profissionais para a covid, o que piora a escassez.

 O Estado já acumula 50 mortes nas equipes de saúde que enfrentam o vírus, entre médicos e enfermagem, conforme a entidade. Trabalhadores doentes também precisam desfalcar, de forma temporária, a linha de frente. “A situação é gravíssima”, avalia Ferreira. O governo potiguar diz “fazer contratos temporários e convocações de servidores concursados”. Até o dia 4, foram contratados 1.476 efetivos (concurso público), 2.331 temporários, mais 188 convocados para assinar contratos temporários.

 No dia 13, ainda foi preciso abrir convocação de mais 69 profissionais. No dia 26 de março, o Governo do Estado convocou outros 139 profissionais da saúde. Conforme os dados do Registro Nacional de Terapia Intensiva da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a média geral tem sido de oito dias de internação. O tempo médio é hoje de 12,5 dias no caso de pacientes da covid-19. 

Nos últimos dez anos, era de cinco a seis dias. A explosão de casos e a internação prolongada contribuem para a sobrecarga de hospitais e mortes de pacientes na fila por leitos. “Se você bater o carro e tiver traumatismo craniano, não acha vaga em UTI para internar”, alerta César Eduardo Fernandes, da Associação Médica Brasileira. “O mundo não é só covid. Tem enfarte do miocárdio, derrames cerebrais, traumatismos grandes. Sou obrigado a reconhecer: há falta, as UTIs estão assoberbadas.” Para desafogar a rede, secretários de Saúde já pediram o cancelamento de cirurgias eletivas para liberar vagas. 

A presença desigual de médicos e outros profissionais da saúde pelo Brasil é um problema crônico. A pandemia evidenciou ainda mais essa dificuldade. Segundo Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), existe uma “má distribuição geográfica, concentração no setor privado, baixa qualificação, e, principalmente, má gestão desses recursos humanos de alta especialização”. Ele aponta que falta coordenação nacional do recrutamento desses profissionais. “Há uma fragmentação e precarização de contratação de recursos humanos via OSs (Organizações sociais, que prestam serviços para o poder público), diz Scheffer. 

César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), vê falta de planejamento do poder público e afirma que as universidades no País enviam número suficiente de profissionais para o mercado. “O governo precisa cuidar disso com responsabilidade, fazer plano de carreira, parar de tratar isso com políticas de tapa-buracos”, defende. Entidades médicas também reclamam de remunerações e contratos precários, principalmente entre profissionais mais jovens. Segundo Geraldo Ferreira, do sindicato potiguar da categoria, muitos são atraídos como “sócios” de empresas. Isso pode favorecer, diz, fraudes trabalhistas e tributárias. “Aumentar o número de leitos exige profissionais capacitados, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, para atender pacientes muito críticos, muito graves. Achar esses profissionais agora é muito difícil”, destaca Viviane Cordeiro Veiga, presidente do Comitê de Analgesia, Sedação e Delirium da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib). 

A entidade recomenda que, nas regiões onde não há especialistas em terapia intensiva, é preciso ter um intensivista para dar suporte, inclusive por telemedicina. “Há outra questão: já temos a falta de insumos, de medicamentos. Então, esses profissionais têm de estar preparados para usar novas medicações, novos protocolos”, afirma ela, chefe de UTI do Hospital Beneficência Portuguesa.

Consultas para nova fase do auxílio emergencial serão abertas dia 1°


Os potiguares que receberam o auxílio emergencial em 2020 estão aguardando para saber se terão acesso às novas parcelas do benefício este ano. A consulta para saber se beneficiários vão ou não receber o auxílio será feita por meio do Portal de Consultas da Dataprev a partir da próxima quinta-feira 1º. Em 2020, segundo dados do Portal da Transparência da Controladoria Geral da União (CGU), o Rio Grande do Norte teve 1,28 milhão de beneficiários do programa. Ao todo, o auxílio emergencial despejou mais de R$ 5,5 bilhões na economia potiguar. 

O presidente Jair Bolsonaro editou decreto que regulamenta o pagamento do Auxílio Emergencial 2021 no último dia 18 por meio de Medida Provisória. O apoio financeiro será pago a trabalhadores informais de baixa renda e aqueles inscritos em programas sociais como o Bolsa Família, caso o novo benefício seja mais vantajoso. A previsão é que os pagamentos comecem a partir do dia 4 ou 5 de abril, segundo informou o próprio presidente em sua live semanal nas redes sociais.

 A nova rodada do Auxílio Emergencial pagará quatro parcelas com valor médio de R$ 250 cada uma. Esse valor pode chegar a R$ 375, no caso de famílias que tenham apenas a mãe como provedora, ou R$ 150, no caso de família unipessoal (formada por uma única pessoa). Ao longo do ano passado, o auxílio chegou a atingir 68 milhões de pessoas, mas agora o novo programa deve atender, nas projeções do governo, cerca de 45,6 milhões de famílias. Essa redução se dá, segundo o governo, após o cruzamento de dados que concentrou as transferências no público considerado mais vulnerável. 

Critérios para receber o pagamento do auxílio 

Pelo decreto, as parcelas do auxílio serão pagas independentemente de novo requerimento, desde que o beneficiário atenda aos requisitos estabelecidos na Medida Provisória. O governo vai usar a mesma base de dados de quem se cadastrou para o programa no ano passado, pelo aplicativo ou pelo site da Caixa Econômica Federal, além daquelas pessoas inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) e no Bolsa Família. Uma das novidades é o recebimento do benefício ficará limitado a um beneficiário por família. Os trabalhadores formais (com carteira assinada e servidores públicos) continuam impedidos de solicitar o auxílio emergencial. O pagamento será feito somente para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo e renda mensal total de até três salários mínimos. Para o público do Bolsa Família, segue valendo a regra quanto ao valor mais vantajoso a ser recebido entre o programa assistencial e o auxílio emergencial 2021. 

As pessoas que não movimentaram os valores do Auxílio Emergencial e sua extensão, disponibilizados na poupança digital em 2020, não terão direito ao novo benefício, assim como quem estiver com o auxílio do ano passado cancelado no momento da avaliação de elegibilidade para 2021. Quem ainda não terá direito a receber o novo auxílio são pessoas com menos de 18 anos, exceto mães adolescentes, quem estiver no sistema carcerário em regime fechado ou tenha seu CPF vinculado, como instituidor, à concessão de auxílio-reclusão, quem tiver indicativo de óbito nas bases de dados do governo federal ou tenha seu CPF vinculado, como instituidor, à concessão de pensão por morte. 

Quem tem direito ao auxílio emergencial?

 O auxílio emergencial 2021 será pago apenas para cidadão maior de 18 anos, ou mãe com menos de 18, que atenda a todos os seguintes requisitos: Ser  família famílias com renda per por pessoa seja de até meio salário mínimo (R$ 550) e renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3,3 mil); Que não esteja recebendo benefício previdenciário, assistencial ou trabalhista ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Programa Bolsa Família e do PIS/PASEP, não fazem parte do público que receberá as parcelas de R$ 250; Microempreendedores individuais (MEI); Contribuinte individual da Previdência Social; Trabalhador informal, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo. 

Quem não tem direto ao auxílio emergencial? 

Estão excluídos os residentes médicos, multiprofissionais, beneficiários de bolsas de estudo, estagiários e similares que não perderam seus rendimentos; Quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019, ou tinha em 31 de dezembro daquele ano a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil, ou tenha recebido em 2019 rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superior a R$ 40 mil. Quem estiver no sistema carcerário em regime fechado ou tenha seu CPF vinculado, como instituidor, à concessão de auxílio-reclusão, quem tiver indicativo de óbito nas bases de dados do Governo Federal ou tenha seu CPF vinculado, como instituidor, à concessão de pensão por morte; Pessoas que não movimentaram os valores do auxílio emergencial e sua extensão, disponibilizados na poupança digital em 2020, não terão direito ao novo benefício, assim como quem estiver com o benefício de 2020 cancelado no momento da avaliação de elegibilidade para 2021. 

Como se cadastrar para receber o auxílio emergencial? 

Quem já está inserido no Cadastro Único e se encaixa nas regras para ser beneficiado, receberá o auxílio de forma automática, sem precisar fazer cadastro pelo aplicativo ou site da Caixa. Os beneficiários do Bolsa Família que tenham direito ao auxílio também não precisam se cadastrar, pois serão automaticamente avaliados por meio das informações do Cadastro Único. 

Como sacar o auxílio emergencial? 

Beneficiários do Bolsa Família recebem o pagamento por meio do cartão do programa ou por crédito em conta da Caixa. Quem estiver inscrito no Cadastro Único, mas não recebe o Bolsa Família, poderá receber o pagamento das seguintes formas: Crédito em conta da Caixa; Crédito em conta do Banco do Brasil; Ou será aberta automaticamente uma conta digital na Caixa para receber o valor. Se o beneficiário se cadastrou pelo site ou aplicativo da Caixa, o crédito será feito na conta indicada no momento da solicitação do auxílio, ou será aberta automaticamente uma conta digital no banco para crédito.

domingo, 28 de março de 2021

Prefeitura de Macau garante serviços de limpeza pública também nos finais de semana


O descarte irregular de lixo e entulho pela população causa um impacto econômico para o município e traz consequências imprevisíveis para a saúde pública. Em Macau, a prefeitura garante o serviço de limpeza urbana também nos finais de semana.

No início deste ano, foi adotado pela prefeitura um cronograma de coleta de lixo domiciliar, ampliando os serviços para os distritos de Barreiras e Diogo Lopes e para algumas comunidades, onde a coleta era irregular e funcionava precariamente, registrando um alto índice de insatisfação da população.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura alerta que para melhorar o serviço ainda mais, é necessário que a população colabore e informe, por exemplo, a necessidade do descarte dos restos de construção civil, galhos, madeiras, móveis e outros objetos que são jogados nas calçadas, ruas, áreas públicas e terrenos baldios, muitas vezes a luz do dia.

“As pessoas precisam se sentir mais donas de Macau, ajudando a Prefeitura a cuidar da cidade. Todos devem colaborar, somente com essa conscientização podemos avançar na limpeza pública”, declarou o prefeito José Antônio Menezes.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Só vacinação em massa salvará a economia do RN, dizem especialistas


O professor, coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) e membro do comitê científico que assessora o Governo do Estado, Ricardo Valentim, disse que a economia do Rio Grande do Norte está em colapso. A declaração foi dada nesta quinta-feira 25, em entrevista ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi. 

Segundo Valentim, a situação econômica do País inteiro está em perigo em meio ao aumento de casos e mortes por Covid-19. “A economia do RN está em colapso, empresas estão quebrando, escolas sem aulas, crianças mais pobres sem acesso algum à educação”, disse. Para ele, há apenas um caminho para a saída da crise, tanto financeira quanto sanitária: “A vacinação em massa”, frisou o professor. 

Somente a imunização em massa vai assegurar o retorno seguro ao trabalho, principalmente dos que atuam na informalidade. O economista Ricardo Valério, presidente do Conselho Regional de Economia do RN, concorda. “No momento em que a pandemia chega ao seu mais alto momento, com a inflação subindo e os juros pondo as garras de fora, a única saída possível é a vacinação em massa”, afirmou. Aliado a isso, Valério afirmou ser preciso correr com outras medidas, como o auxilio emergencial, liberação antecipada do 13º salário da Previdência Social e um socorro imediato para as pequenas e médias empresas. 

As análises vêm em um momento de vigência de medidas restritivas mais rígidas em todo o Estado. Desde sábado 20, apenas atividades consideradas essenciais podem funcionar até o próximo dia 2 – decisão que foi tomada em consenso entre a Prefeitura do Natal e o Governo do Estado. 

De acordo com a plataforma RN+ Vacina, o estado já efetuou a aplicação do imunizante em 207 mil pessoas. Seguindo o atual ritmo, a população seria totalmente imunizada em 896 dias, segundo projeções da Fundação Oswaldo Cruz. 

Na quarta-feira 24, a gestão estadual anunciou que os contribuintes optantes pelo Simples Nacional, regime simplificado de arrecadação de tributos, terão um prazo de 90 dias para começar a pagar o ICMS das competências dos meses de março a maio. Os setores de bares e restaurantes terão R$ 11,5 milhões em isenção das tarifas de água e concessão de crédito via Agência de Fomento (AGN). Também se oferecerá R$ 28 milhões de microcrédito para trabalhadores informais e microempreendedores individuais.

 A Prefeitura do Natal, por sua vez, prorrogou prazos para que o setor de hotéis e pousadas recolha o Imposto Sobre Serviços (ISS). A outra proposta da gestão municipal prevê uma carência no pagamento do Simples Nacional pelos próximos três meses.

Água mineral terá reajuste e poderá ficar até 20% mais cara no RN; CONFIRA NOVOS VALORES


Depois de cerca de um ano e meio sem praticar reajustes em seus preços, os empresários das fontes de água mineral anunciam para a próxima segunda-feira (29) um aumento em torno de 20% no produto que sai da indústria. Com isso, o valor do garrafão da água mineral ficará entre R$7 e R$12 para o consumidor final. Entre as 24 fontes filiadas ao Sindicato das Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sicramirn) havia um clamor, já há algum tempo, sobre a necessidade de uma adequação nos valores praticados, uma vez que o setor vem enfrentando dificuldades diante dos recentes reajustes sofridos pelos insumos. “A indústria da água mineral está há mais de um ano sem ter aumento de preço em função do cenário de pandemia que estamos vivendo. 

Mas de quatro meses para cá, uma situação em especial começou a impactar de forma contundente no nosso dia a dia: os sucessivos, sequenciais e cumulativos aumentos das resinas”, argumenta Roberto Serquiz, presidente do Sicramirn. A maior queixa dos empresários é em relação ao custo do garrafão de 20L, a principal embalagem do setor produtivo da água mineral, que passou de R$8 para R$17 em um prazo de quatro meses, um aumento de mais de 100%. Além deste, todos os outros insumos que têm a resina como matéria prima também sofreram incremento em seu valor, registrando um acréscimo de cerca de 70% em seus preços. 

Serquiz explica que, mesmo com o realinhamento de 20% no preço da água mineral, o aumento não cobre todos os custos da cadeia, mas “já dá um fôlego aos empresários, para que possam se manter sustentáveis e continuar buscando a melhoria contínua do produto”. Há ainda outros valores que impactam diretamente nos custos da produção e distribuição do produto no mercado, como é o caso da gasolina, que sofreu em seis meses um aumento de 50% e o óleo diesel, que foi reajustado em 41%. “Tem também os custos com a manutenção e mão de obra, então, nos vimos diante de uma situação inadiável, à qual resistimos, mas chegamos no limite: ou a gente fazia isso agora ou perdia o que temos de melhor, que é a qualidade da nossa água mineral”, pondera Serquiz. 

Mesmo assim, o presidente do Sicramirn esclarece que a água mineral produzida em solo potiguar continua sendo a mais barata do Brasil. “Se pararmos para comparar, uma taxa de delivery é de cerca de R$8 e quando você compra um garrafão de água mineral, está adquirindo um produto e um serviço. Não é com isso que quero justificar o realinhamento. Mas só assim podemos conseguir manter a indústria tão bem qualificada quanto é hoje”, conclui. 

De acordo com pesquisa realizada pelo Sicramirn, quase 65% da população prefere água mineral natural para consumo em casa. Os dados foram coletados pela Consult Pesquisa no início deste ano por meio de entrevistas realizadas entre 1.700 pessoas, distribuídas em 12 regiões do estado. O principal critério de escolha para 41.9% dos entrevistados é a qualidade da água consumida, seguido de menor preço (36,9%), praticidade (19,7%) e facilidade de compra (17,8%). Selo de qualidade O Sicramirn orienta que o consumidor deve sempre garantir que o garrafão adquirido possua o Selo de Controle Fiscal institucionalizado desde 2017. Validado pela Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária no RN e pela Secretaria de Tributação do Estado, o selo azul assegura a qualidade e integridade do produto ingerido. 

O selo é concedido somente às fontes de água contribuintes de ICMS que estão em dia com as obrigações tributárias e sanitárias. A lei prevê multa de R$60 por cada vasilhame que for encontrado em situação irregular.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Campeonato Potiguar 2021 é cancelado definitivamente por causa de medidas restritivas: “Movimento político sem coerência ou razoabilidade


A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol anunciou nesta terça-feira 25 o cancelamento definitivo da edição 2021 do Campeonato Potiguar em virtude do “insucesso das inúmeras tentativas de sensibilização das autoridades públicas para a necessidade da manutenção da competição”, de acordo com nota encaminhada à imprensa. 

A decisão, segundo o texto, está alinhada com os oito clubes filiados disputantes da 1ª divisão do campeonato e acontece por causa do decreto estadual, que suspende as atividades esportivas – e outras consideradas não essenciais – até 2 de abril. O presidente da FNF, José Vanildo, lamentou a situação, a qual classificou como “decisão difícil”. Ele também compartilhou nas redes sociais a nota, que afirma que “embora os clubes de futebol tenham demonstrado que obedecem a todos os protocolos do comitê científico e que estatisticamente não há casos revelantes de contaminação, ou mesmo agravamento de pacientes envolvidos no futebol com Covid-19, as atividades permanecem suspensas”. Segundo o texto, a suspensão das atividades esportivas profissionais é motivada por razões políticas, “sem coerência ou razoabilidade”. 

A argumentação da federação se sustenta no fato de que exerções foram abertas, conforme nota, para “beneficiar determinadas equipes”. A instituição, porém não especifica quais são. “A decisão demonstra que o argumento científico da paralisação é secundário, ou o vírus só se propagará nos treinos das 6 equipes que disputarão o estadual e não nos treinos das equipes que estarão jogando o campeonato nacional?”, questiona a nota.

 O texto alega, ainda, que as ações do governos estadual e municipais no enfrentamento da pandemia criam um quadro de “incertezas e ausência”. Por isso, de acordo com a nota, “não restou outra decisão”.

Recepcionistas, seguranças, trabalhadores da limpeza, cozinheiros, motoristas de ambulância e outros serão vacinados no RN


A Coordenação de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) do Rio Grande do Norte se reuniu com o Ministério Público Estadual, Federal, Municipal e com o Ministério Público do Trabalho para tratar a respeito da nota técnica número 05, que definiu os critérios para vacinação dos profissionais de saúde no Estado. Assim, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, neste momento serão considerados para fins de vacinação: Indivíduos que estejam trabalhando em serviços e sistemas de saúde, como estabelecimentos de assistência, vigilância à saúde, regulação e gestão à saúde; que atuam em estabelecimentos de serviços de saúde como: hospitais, clínicas, ambulatórios, unidades básicas de saúde, laboratórios, farmácias e drogarias. Estão entre os profissionais, os representados em 14 categorias, conforme resolução do Conselho Nacional de Saúde: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares. 

A nota destaca ainda que estão inseridos os agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, profissionais da vigilância em saúde e os trabalhadores de apoio como: recepcionistas, seguranças, trabalhadores da limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulância, gestores e outros. A vacinação alcança também os profissionais que atuam em cuidados domiciliares (exemplos: programas ou serviços de atendimento domiciliar, cuidadores de idosos, doulas ou parteiras), funcionários do sistema funerário, Instituto Médico Legal (lML) e Serviço de Verificação de Óbito (SVO) que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados. 

Estão inclusos também: acadêmicos em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio hospitalar, atenção básica, clínicas e laboratórios. Serão vacinados também os trabalhadores que atuam nos estabelecimentos de serviços de interesse à saúde das instituições de longa permanência para idosos (ILPI), casas de apoio e cemitérios. É importante ressaltar que devem ser vacinados os Profissionais de Saúde que estejam em atividade em estabelecimentos de assistência, vigilância à saúde, regulação e gestão à saúde; Qualquer situação que não se enquadre nesse conceito não estará contemplado como público alvo desta etapa de vacinação. 

Não estão contemplados para vacinação Os trabalhadores dos demais estabelecimentos de serviços de interesse à saúde, exemplos: academias de ginástica, clubes, salão de beleza, clínica de estética, óticas, estúdios de tatuagem e estabelecimentos de saúde animal), não serão contemplados nos grupos prioritários.

quarta-feira, 24 de março de 2021

Centro para o enfrentamento à covid já em funcionamento em Macau



O Centro Covid de Macau é uma importante conquista na saúde pública, neste momento crítico da pandemia. Anexo ao prédio da Maternidade José Varela, o prédio precisou de recuperação em toda estrutura, mas por outro lado, o município não vai desembolsar recursos para pagar aluguel.

O Centro Covid está funcionando com recepcionista, ASG, enfermeira, técnica em enfermagem e vai receber um médico para completar a equipe. O novo serviço vai passar a concentrar toda a demanda de atendimento ao público na pandemia, desafogando o Pronto Socorro Alfredo Teixeira.

A unidade já está funcionando com acolhimento de pacientes suspeitos com sintomas leves, testagem e notificações de casos da COVID-19.

Vereadores conhecem estrutura do Centro de Atendimento a Pessoa Idosa de Guamaré


Vereadores conhecem estrutura do Centro de Atendimento a Pessoa Idosa de Guamaré

O Centro de Atendimento a Pessoa Idosa de Guamaré, que deve ser entregue pela prefeitura nos próximos dias, recebeu esta semana a visita de uma comissão de vereadores do município, com a presença do presidente da Câmara Municipal, vereador Diego de Lisete.

O equipamento social teve suas obras iniciadas no mês de julho de 2020, na gestão do então prefeito Adriano Diógenes. “Esse centro é um marco e uma conquista histórica para os idosos de Guamaré na  assistência social”, destacou o vereador e presidente da casa, Diego de Lisete. 

Construído com recursos captados pelo Fundo Municipal da Pessoa Idosa, o novo espaço de convivência será agregado à estrutura da Secretaria Municipal de Assistência Social e contará com piscina adaptada para hidroginástica, área de convivência, com anfiteatro, palco e salas de aulas equipadas com recursos digitais.

Após foto de pipoqueiro chorando em praia de Natal viralizar, policiais arrecadam doações para o ambulante


Uma imagem de um pipoqueiro chorando ajoelhado diante do seu carrinho viralizou nas redes sociais. A foto foi registrada na Praia do Meio, na Zona Leste de Natal. Trata-se de um senhor conhecido como “Galego da Pipoca”, que sentiu as consequências financeiras diante da atual pandemia que assola o planeta. 

Policiais Militares da Companhia Independente de Policiamento Turístico (CIPTUR) se comoveram com a situação do trabalhador e conseguiram arrecadar doação de alimentos para o ambulante. Os donativos foram entregues na tarde do último domingo 21.

Pela primeira vez, Brasil registra mais de 3 mil mortes por Covid-19 em 24h


O Brasil registrou nesta terça-feira (23) 3.251 mortes por Covid-19 em apenas 24 horas, o maior número da série histórica. O país também teve 82.493 infecções do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no mesmo período. Já são 24 dias seguidos de recordes na média móvel de óbitos, que agora chegou a 2.436. Os dados são do levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) Com os números atualizados do país, ao todo, já são 298.676 mortes pela doença e 12.130.019 casos confirmados. A média de infecções também bateu um novo recorde e chegou a 76.545. São 62 dias seguidos com a média móvel de mortes acima de 1.000 e pelo 16º dia a marca aparece acima de 1,5 mil. O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 68.623 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 35.331 mortes, seguido por Minas Gerais (22.123), Rio Grande do Sul (17.499) e Paraná (15.281).

Veja a sequência dos recordes da média móvel: 

Fevereiro Sábado (27): 1.180 (recorde) Domingo (28): 1.208 (recorde) Março Segunda-feira (1): 1.223 (recorde) Terça-feira (2): 1.274 (recorde) Quarta-feira (3): 1.332 (recorde) Quinta-feira (4): 1.361 (recorde) Sexta-feira (5): 1.423 (recorde) Sábado (6): 1.455 (recorde) Domingo (7): 1.497 (recorde) Segunda-feira (8): 1.540 (recorde) Terça-feira (9): 1.572 (recorde) Quarta-feira (10): 1.626 (recorde) Quinta-feira (11): 1.703 (recorde) Sexta-feira (12): 1.762 (recorde) Sábado (13): 1.824 (recorde) Domingo (14): 1.831 (recorde) Segunda-feira (15): 1.841 (recorde) Terça-feira (16): 1.976 (recorde) Quarta-feira (17): 2.017 (recorde) Quinta-feira (18): 2.087 (recorde) Sexta-feira (19): 2.173 (recorde) Sábado (20): 2.237 (recorde) Domingo (21): 2.259 (recorde) Segunda-feira (22): 2.306 (recorde) Terça-feira (23): 2.436 (recorde) 

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença. Desde o início de junho, o Conass divulga os números da pandemia da Covid-19 por conta de uma confusão com os dados do Ministério da Saúde. As informações dos secretários de saúde servem como base para a tabela oficial do governo, mas são publicadas cerca de uma hora antes. 

Mais de 123 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo. Do total de doentes, mais de 2,7 milhões morreram, segundo a Universidade Johns Hopkins. O Brasil segue como o terceiro país do mundo em número de casos de Covid-19 e o segundo em mortes, atrás apenas dos Estados Unidos. 

Vacinação No mais recente balanço da vacinação contra Covid-19, da segunda-feira (22), os dados mostram que 12.351.559 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a doença. O número representa 5,83% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 4.213.858 pessoas (1,99% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 16.565.417 doses foram aplicadas em todo o país.

terça-feira, 23 de março de 2021

Dois PMs e um bombeiro morrem por Covid-19 em menos de 24h no RN


Três militares morreram por Covid-19, de acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed/RN). Dois eram policiais militares e outro era do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN). 

Uma das vítimas era o policial militar Jurandir Pedro da Silva, de 49 anos. Segundo a PM, ingressou na corporaçãono ano de 1992 e atualmente estava lotado 3° BPM, em Parnamirim, na Grande Natal. “A Polícia Militar lamenta a morte deste honrado profissional de segurança pública, externando aos amigos, companheiros de trabalho e familiares, os nossos sentimentos de mais profundo pesar”, dizia a nota. Ainda de acordo com a assessoria da Sesed, outro militar também morreu em virtude de complicações do coronavírus. 

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN), o segundo sargento Francisco Fábio de Souza Silva, de 50 anos, na tarde desta segunda-feira, 22, por complicações da Covid-19. Ele morreu 12 dias depois da esposa, Cristiane Regina Silva, de 43 anos, que também teve morte por complicações do coronavírus. Em uma publicação em uma rede social, o CBMRN explicou que Sargento Fábio estava desde 1997 no Corpo de Bombeiros Militar do RN. Em fevereiro, completou 24 anos de serviços prestados, tendo destaque no Programa Bombeiro Mirim.

Sinte-RN lança campanha contra projeto que abre caminho para volta às aulas mesmo sem vacina


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) lançou uma campanha nesta segunda-feira 22 contra um projeto de lei que classifica o ensino como “atividade essencial” em Natal. Na prática, se aprovada, a proposta abrirá caminho para a volta às aulas presenciais mesmo antes de a vacina contra a Covid-19 ser aplicada nos professores e demais funcionários das escolas. 

O projeto deve ser votado na Câmara Municipal de Natal na próxima quarta-feira 24. De autoria do vereador Klaus Araújo (Solidariedade), a lei estabelece que, mesmo durante a pandemia, escolas públicas e privadas devem funcionar. A condição para a abertura é o cumprimento de medidas de segurança, como distanciamento social entre servidores e estudantes e uso obrigatório de máscaras. 

A proposta contraria o Sinte-RN. Para a entidade, as aulas só devem ser retomadas quando todos os trabalhadores em educação estiverem vacinados, o que ainda não tem prazo para ocorrer. Professores não estão nos grupos prioritários para recebimento da imunização e aguardam a vacina conforme a faixa etária. Atualmente, apenas idosos com 75 anos ou mais estão sendo imunizados em Natal. 

Divulgada pelas redes sociais, a campanha do sindicato destaca que “há coisas mais essenciais do que aulas presenciais: a vida é uma delas”. “Com aval da categoria, o Sinte-RN defende que a volta das aulas presenciais só deve ocorrer com a imunização de todos os trabalhadores em educação; imunização que deve estar associada à vacinação em massa da população”, enfatizou a entidade em publicação no Facebook.

 O Sinte-RN chama atenção para casos de profissionais da educação e estudantes que foram infectados pela Covid-19 após a volta às aulas presenciais. Nos casos relatados, o contágio aconteceu mesmo com as escolas cumprindo os protocolos determinados pelas autoridades. Na semana passada, o professor José Teixeira, coordenador-geral do Sinte-RN, morreu por complicações da Covid-19. O sindicato dos professores adverte que o projeto de lei, caso aprovado, “ao invés de proteger a comunidade escolar, das escolas públicas e privadas, vai colocar em risco a vida de professores, funcionários, estudantes e seus familiares”.

Desembargadora nega pedido de atletas e mantém paralisação do futebol do Rio Grande do Norte


A desembargadora Judite Nunes, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), negou nesta segunda-feira 22 um pedido do Sindicato dos Atletas de Futebol Profissional do RN (Safern) para derrubar a decisão do Governo do Estado e das prefeituras potiguares de paralisar as atividades do futebol por 15 dias. A decisão é liminar e dela cabe recurso. Com isso, segue proibida até o dia 2 de abril a realização de jogos e treinamentos, como medida para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. 

A medida afeta jogos do Campeonato Potiguar (disputado por oito equipes) e a preparação de ABC e América para a disputa de jogos pela Copa do Nordeste e Copa do Brasil, agendados para abril. Na decisão, a magistrada afirma que, apesar de a proibição do futebol ser controversa, é preciso considerar o grave quadro de saúde pública do Estado. Judite Nunes apontou que o Rio Grande do Norte “enfrenta realidade caótica e temerária em relação ao controle do avanço da pandemia” e que a rede de saúde já não consegue dar conta da demanda de pacientes com Covid-19. Esse foi o argumento do Governo do Estado e da Prefeitura do Natal para proibir a realização dos jogos. 

A desembargadora frisou que compreende os impactos econômicos que a medida por causar nos clubes, mas afirmou que o momento impõe restrições mais duras. “É impossível transpor o momento crítico vivenciado pela sociedade sem sofrimentos e perdas, e a autoridade governante não impõe restrições com espírito indiferente a isso, mas o faz sopesando valores e optando (em difícil decisão de mérito administrativo) pela preservação daqueles que seriam mais urgentes e caros”, enfatiza a membro do TJRN. Judite Nunes escreveu na decisão que o esforço do Governo do Estado e das prefeituras para conter o avanço da Covid-19 é mais importante do que a reivindicação dos clubes. “Nesse contexto, entendo que o intuito de controlar a disseminação de vírus que já causou milhares de mortes em nosso Estado, em curto espaço de tempo, suplanta a relevância das razões expostas na exordial, especialmente levando em consideração a dimensão do interregno de validade da norma discutida (de 20 de março a 2 de abril de 2021)”, argumenta. 

A desembargadora também assinalou que, diferentemente do que dizem os clubes, não é possível afirmar que a paralisação do futebol por 15 dias tenha o potencial de provocar falência nas agremiações. “Nada obstante a legitimidade da preocupação exposta pelo Sindicato dos Atletas, não há como afirmar, por enquanto, que a interrupção dos campeonatos profissionais, especialmente pelo curto período inicialmente proposto, tenha o condão de inviabilizar a atividade”, observa Judite Nunes. “A importância da atividade econômica e cultural desempenhada pelos associados do Impetrante é inegável, e precisa ser preservada. Todavia, o momento é de crise sanitária profunda e o valor da vida precisa ser tutelado em primeiro plano, cabendo também aos clubes e atletas profissionais a participação ativa nesse momento de paralisação coletiva, até como inspiração e exemplo a todos que circundam essa atividade”, finaliza.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Repórteres do RN relatam rotina tensa de trabalho durante pandemia


Máscaras não protegem contra o coronavírus, pessoas ficaram cegas após tomar a vacina contra a Covid-19, inalar uma solução de água oxigenada e bicarbonato de sódio é preventivo, injetar desinfetante no corpo promove limpeza no organismo e também previne a doença. Essas são apenas algumas das milhares de notícias falsas que circularam na internet durante o último ano de pandemia. 

A maioria delas, fatais. O trabalho da imprensa no Brasil se tornou, além de informar de maneira correta sobre o cenário caótico que estamos vivendo, uma luta contra notícias falsas, que, além de comprometer a vida da população, descredibiliza a mídia séria, e põe em cheque as informações verdadeiras. O repórter de televisão Hugo Vieira trabalha no jornalismo diário do Rio Grande do Norte. Para ele, a informação correta, principalmente na realidade da pandemia, pode salvar vidas. “Nós fazemos um trabalho muito cauteloso, de levar informação no meio da pandemia. Então eu diria que o meu trabalho, apesar de cobrir outras áreas, não só a questão da pandemia, é um trabalho de cuidado”, relatou. 

Por trabalhar em uma emissora de TV, Hugo não pode fazer home office. Ele precisa sair às ruas todos os dias para noticiar o que está acontecendo. Ele conta que toma todas as medidas de biossegurança possíveis: uso de máscara, álcool em gel, distanciamento social com as pessoas que entrevista, etc. Ao entrevistar alguém, a equipe de reportagem esteriliza um outro microfone e o entrega para a pessoa, para garantir a segurança. Porém, nem todas as equipes de jornalismo têm condições de cumprir todos esses protocolos. Diogo Rodrigues* (nome fictício) trabalha em outra emissora de TV no RN. Também repórter de jornalismo diário, Diogo relata que não recebeu nenhum equipamento de proteção individual da empresa, e que, inclusive, precisou gastar bastante dinheiro para comprar esses equipamentos. “A única coisa que a empresa está fornecendo é álcool, mas que não é suficiente, precisava, por exemplo, de um desinfetante para esterilizar o microfone. 

Isso gera constrangimento, porque alguns entrevistados já se negaram a pegar o microfone”, contou ele. Para Diogo, trabalhar nas ruas durante a pandemia tem se tornado ainda mais estressante por conta da constante preocupação com a higiene. Além disso, fazer pautas sobre a Covid-19 em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) se tornou um risco ainda maior. “A gente já teve que fazer matérias, inclusive, em portas de UTI, e até há bem pouco tempo atrás eu estava aceitando, mas chegou ao ponto de não aceitar mais. Pode ser que eu leve uma advertência, mas eu não me submeto e também não autorizo mais o meu cinegrafista a passar por aquela situação, porque eu acho que a nossa segurança vale mais do que uma imagem”, frisou Diogo.

 Hugo também diz que evita entrar em hospitais e UPAs, mas que ainda grava reportagens na porta desses locais, quando preciso. No fim do dia, quando o trabalho termina, permanece a tensão e preocupação com a possibilidade de ter se contaminado e o perigo de transmitir o vírus para a família. Diogo desabafa que sempre fica com o psicológico abalado ao voltar para casa. Hugo conta que tem medo de que as histórias de famílias sofrendo por conta da Covid-19 acabem se tornando a sua realidade. “O maior desafio, sem dúvidas, são os relatos das famílias que perderam pessoas para a Covid-19 ou estão esperando um leito para seus parentes. Isso é muito doloroso, a gente acaba se envolvendo e se emocionando também. Eu lembro da história de uma filha que estava esperando notícias da mãe que estava internada em estado gravíssimo, com suspeita de Covid-19, em um hospital de Parnamirim. Isso mexeu muito comigo, a gente fica pensando que precisa chegar em casa com saúde, para que nossas famílias fiquem bem”, desabafou Hugo. Ao ser questionado sobre a existência de dados de repórteres contaminados no RN, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RN (SINDJORN) relatou que as empresas não informam números, mas que se sabe indiretamente de muitos casos. “O Sindicato, via ofício, pede mais segurança para todas as equipes, pautas que evitem contaminação, uso de álcool em gel e máscara para todos, evitar circulação de pessoas de fora nas redações e, se houver a possibilidade, o home office”, explicou o presidente do SINDJORN, Alex Othon. 

Hugo reitera a importância do jornalismo com credibilidade em tempos de pandemia. “A imprensa profissional é um remédio para combater a desinformação”, disse. Porém, é difícil que esse trabalho tão importante seja feito se os repórteres não estiverem seguros e saudáveis. “Eu sei que o nosso trabalho, principalmente em televisão, é garantir a melhor imagem, o melhor texto, mas a pandemia chegou e mudou tudo, tudo que a gente pensava pra televisão, pra internet, para as próprias pautas, não se aplica mais, virou tudo de cabeça pra baixo, e a segurança tem que estar em primeiro lugar”, afirmou.

Novo lote com 81,6 mil doses de vacinas chega ao RN, que deve iniciar vacinação de idosos com 73 anos ou mais


O Rio Grande do Norte recebeu na tarde deste sábado 20 um novo carregamento de vacinas contra a Covid-19. O plano de imunização coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) é reforçado com 81,7 mil doses de imunizante, sendo 16,5 mil da Oxford/AstraZeneca e 65,2 mil vacinas da CoronaVac. 

As vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde deverão ter como foco a ampliação da imunização de todos os trabalhadores da saúde, quilombolas, indígenas e previsão de iniciar a vacinação da população de rua. Além da continuidade da vacinação de idosos no RN, ampliando a faixa de idade para 74 e 73 anos de acordo com o plano de operação organizado em cada município. 

Com essa nova leva de imunizantes, a Sesap ultrapassa as 150 mil doses recebidas em uma semana. A remessa será organizada na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) e entregue aos municípios seguindo o mesmo esquema montado para as operações anteriores, com apoio das forças de segurança do Estado. Esta semana o RN chegou a 165.375 potiguares que receberam ao menos uma dose de imunizante contra a Covid-19, segundo os dados da plataforma RN+ Vacina.

 O número representa 62% do público prioritário estimado para a fase 1 do plano de imunização. A Sesap busca atingir ao menos 90% deste público com vacinas. Até o fim desta sexta-feira (19), 55.304 tinham recebido a segunda dose, ultrapassando assim as 220 mil vacinas aplicadas no estado. Os dados da RN+ Vacina são operados pela Sesap, em cooperação com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do RN (LAIS/UFRN) e abastecido pelos municípios.

STF determina fechamento de academias durante a quarentena em Natal


O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o fechamento de academias de exercícios físicos, boxes de crossfit, centros de treinamentos funcionais e similares em Natal, no sábado, 20. A decisão atende a um pedido da Procuradoria Geral de Justiça do RN pela suspensão de um mandado de segurança, que considerou as atividades como essenciais e consequentemente permitiu a abertura dos estabelecimentos, mesmo na contramão do decreto estadual de enfrentamento à pandemia.

 O mandado de segurança foi demandado pelo Conselho Regional de Educação Física da 16ª Região (CREF16/RN), que conseguiu na Justiça uma liminar para manter as academias abertas junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Isso porque o Decreto 30.419/2021, assinado pela governadora do estado Fátima Bezerra (PT) e Álvaro Dias (PSDB) determina o fechamento das academias e similares até 2 de abril, como forma de conter o avanço da pandemia de Covid-19. “Ex posits, DEFIRO o pedido liminar, para suspender os efeitos da decisão proferida nos autos do Mandado de Segurança nº 0803274- 72.2021.8.20.0000, em trâmite no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, de modo a restabelecer a plena eficácia do Decreto Estadual nº 30.419/2021, expedido pela Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, até ulterior decisão nestes autos, com fundamento no art. 15, §4º, da Lei nº 12.016/2009. Comunique-se com urgência. Após, notifique-se o impetrante do mandado de segurança na origem para manifestação. Na sequência, abra-se vista dos autos à douta Procuradoria-Geral da República. Publique-se. Int. Brasília, 20 de março de 2021.”, diz decisão do ministro Luiz Fux, presidente do STF. 

Em meio a recorde negativos de internações, falta de leitos e alta de casos e mortes por Covid-19 no Rio Grande do Norte, o assunto ganhou repercussão na capital potiguar após um “abre e fecha” provocado por decisões antagônicas no âmbito do Município de Natal. Um dia após a publicação do decreto conjunto, o prefeito de Natal Álvaro Dias recuou e permitiu a abertura de academias, mas voltou atrás horas depois e determinou o fechamento. 

O CREF16 já havia acionado a Justiça antes mesmo do posicionamento do prefeito e ganhou uma liminar, o que motivou a movimentação da PGJ que obteve a suspendeu da decisão na Suprema Corte.

sexta-feira, 19 de março de 2021

Região Oeste do RN chega a 100% de ocupação dos leitos críticos para Covid-19


Todos os leitos críticos de Covid-19 na Região Oeste do Rio Grande do Norte estavam ocupados por volta das 20h desta quinta-feira, 18, de acordo com dados da plataforma Regula RN, do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), da UFRN, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). 

No mesmo período, segundo a plataforma, ao menos 18 hospitais do estado estavam com 100% dos leitos críticos ocupados. Ainda no período próximo às 20h desta quinta, segundo as estatísticas da plataforma Regula RN, dos 360 leitos críticos existentes, apenas 13 (3,61%) estavam disponíveis; 19 (5,28%) estavam bloqueados e 328 (91,11%) leitos estavam ocupados. No mesmo momento, 140 pacientes aguardavam por um destes leitos. Ou seja, a fila é quase 11 vezes maior que a quantidade de leitos prontos para receber pacientes. 

Deste número total de pacientes aguardando leitos críticos no Rio Grande do Norte, 18 são da Região Oeste do Estado.
Outras regiões 

No Seridó, a taxa de ocupação de leitos críticos também preocupa: 97,5%. Em seguida, mas não muito abaixo, está a região Metropolitana de Natal, com índice de 94% de lotação. A média do Estado na noite desta quinta-feira chegou a 96,2%.

quinta-feira, 18 de março de 2021

NOVO DECRETO: Fátima confirma que só setores essenciais poderão funcionar a partir de sábado; escolas privadas vão parar


Governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, afirmou na noite desta quarta-feira, (17), que o Governo Estadual vai publicar um novo decreto no próximo sábado, 20, com medidas mais restritivas. Entre as novas medidas, a chefe do Executivo do RN afirmou que apenas os setores considerados essenciais vão continuar em funcionamento e as atividades nas escolas particulares serão suspensas.  

O decreto vai valer por 15 dias, do dia 20 de março até 3 de abril. A informação foi antecipada pela chefe do Executivo Local na noite desta quarta-feira em uma entrevista ao vivo no Programa RN2, da Inter TV Cabugi. Entre as novidades do decreto, está a extinção do toque de recolher. Ainda de acordo com Fátima Bezerra, as medidas atuais serão prorrogadas até que o novo decreto entre em vigor. Portanto, o toque de recolher será prorrogado até sexta, de acordo com a Governadora do RN. “Acho importante dizer ao povo do RN que nenhum gestor gostaria de estar tomando a decisão que estou tomando. Estou tomando com o senso de responsabilidade que tenho enquanto governadora. O que está em discussão neste exato momento, em jogo, é a vida das pessoas”, declarou durante a entrevista. 

Fátima se disse ciente a respeito do impacto das medidas aos trabalhadores e empresários do RN e fez um apelo. “Neste momento não temos escolha. São vidas. Precisamos garantir ao povo do RN de cuidar da sua saúde, de sobreviver”, disse. De acordo com o comitê científico do governo do Rio Grande do Norte, são consideradas atividades essenciais: 

Oficinas de veículos automotores, máquinas e equipamentos agrícolas; Locadoras de máquinas e equipamentos agrícolas; Lojas de suprimentos agrícolas; Podólogos; Serviços de saúde; Serviços de segurança privada; Supermercados; Mercados; Hipermercados; Quitandas; Açougues; Peixarias; Padarias; Distribuições de alimentos; Serviços de Delivery; Loja de autopeças; Postos de combustíveis; Farmácias, drogarias e similares; Lojas de artigos médicos e ortopédicos; Hotéis, flats, pousadas e acomodações similares; Lojas de material de construção; Locadoras de máquinas e equipamentos para construção; Petshops, hospitais/clínicas de veterinária; Locadoras de máquinas, equipamentos e bens tangíveis; Atividades de agências de emprego; Atividades de agências de trabalho temporário; Lojas de reparos de computadores e bens pessoais e domésticos; Lavanderias; Serviços funerários; Atividades financeiras e de seguros; Imobiliária com serviços de vendas e/ou locação imóveis; Transportes Públicos coletivos ou não (ônibus, trens, táxis, transportes por aplicativos e outros); Correios e serviços de entregas; Transportadoras; Imprensa.

Coordenador do SINTE/RN morre vítima em virtude de complicações da Covid-19 no interior do RN


O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN), José Teixeira, morreu nesta quarta-feira 17 em virtude das complicações causadas pela Covid-19, doença do novo coronavírus.

 O professor estava internado no Hospital Regional de João Câmara, na região do Mato Grande potiguar. José Teixeira é considerado símbolo de luta por melhores condições no serviço da educação pública brasileira. Durante as eleições municipais de 2020, o professor concorreu à uma vaga para o Executivo Municipal de João Câmara, mas não alcançou o objetivo.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Com dados do RS, Brasil bate recorde diário e registra 2.842 mortes por Covid-19


O Brasil bateu novo recorde de mortes diárias pela Covid-19 e registrou 2.340 óbitos, fazendo o total subir para 281.626, segundo dados divulgados no início da noite de ontem (16) pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

 A soma não inclui o número do Rio Grande do Sul, que registrou 502 mortes de ontem para hoje. Com isso, o total de óbitos, na verdade, é 2.842 Na plataforma do Conass, um aviso diz que o Rio Grande do Sul teve dificuldades para acessar a base de dados, o que fez as informações desta segunda-feira (15) serem repetidas. Por isso, o iG acessou diretamente os levantamentos de Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul e encontrou o número de novos óbitos nas últimas 24 horas.

 De acordo com o Conass, a média móvel de óbitos nos últimos sete dias também bateu recorde, chegando a 1.894. Esse é a 18ª vez consecutiva que o recorde é batido. De acordo com o conselho, os novos casos confirmados de Covid-19 são 74.595, totalizando 11.594.204. Em contaminações, a média móvel da última semana foi de 67.396. Os dados incluem pessoas sintomáticas e assintomáticas, o que significa dizer que, nesse último caso, são pacientes que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença. 

O recorde de mortes desta terça-feira foi puxado principalmente pelo estado de São Paulo, que teve 679 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. Esse é o maior número registrado no estado desde o início da pandemia. Há um ano, essa era a quantidade de pessoas morriam diariamente no Brasil todo.

RN deve receber mais 74,6 mil doses da Coronavac hoje (17), segundo Fátima


A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, informou que o estado potiguar deve receber mais 74,6 mil doses da vacina Coronavac, que age contra a Covid-19. A carga com os imunizantes deve chegar hoje (17).

 A declaração da gestora estadual foi dada ontem (16) por meio de sua conta oficial na rede social Twitter. “Atualizando aqui em primeira mão para vocês. Está prevista para amanhã a chegada de 74.600 novas doses da CoronaVac ao Rio Grande do Norte”, compartilhou. A postagem, que teve a hashtag #VemVacina, não detalha quem será o público alvo beneficiado com esse novo lote de vacinas, que, segundo a comunidade científica, é o recurso principal para combater a pandemia causada pelo novo coronavírus.

 Com o novo carregamento, o RN já contabiliza dez remasses de imunizantes. Até o momento, o estado soma 348.040 doses de vacinas, sendo 281.040 mil da Coronavac e 67 mil de Oxford. 

Confira a lista com os repasses de doses de vacinas do Ministério da Saúde para o RN: 18 de janeiro – Coronavac: 22.440 doses 

18 de janeiro – Coronavac: 60.000 doses 

24 de janeiro – Oxford: 31.500 doses 

24 de janeiro – Coronavac: 14.600 doses 

07 de fevereiro – Coronavac: 29.000 doses 

07 de fevereiro – Coronavac: 17.800 doses 

24 de fevereiro – Oxford: 35.500 doses 

24 de fevereiro – Coronavac: 19.400 doses 

10 de março – Coronavac: 43.200 doses 

17 de março – Coronavac: 74.600 doses Total de doses recebidas: 248.040 doses Oxford: 67.000 doses Coronavac: 281.040 doses

terça-feira, 16 de março de 2021

Brasil tem 6.500 médicos intensivistas; 40 mil seriam necessários


Apenas 1,7% dos médicos registrados no Brasil tem o título de intensivista. Isso representa cerca de 6.500 profissionais da categoria, segundo levantamento de 2018, o mais recente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). “Antes da Covid-19 já não tínhamos intensivistas suficientes. Com a doença, piorou”, diz Marcelo Moock, membro da Comissão de Ética e Defesa do Exercício Profissional da AMIB. 

Para se ter uma ideia, é como se um município com 32 mil habitantes tivesse apenas um médico intensivista para socorrer todas as pessoas que precisam de atendimento em uma UTI.  “O ideal seria que o país tivesse cinco a seis vezes mais a quantidade de médicos intensivistas do que temos hoje para atender com plena capacidade em todos os leitos de UTI”, diz Moock. 

O especialista calcula que seriam necessários ao menos 40 mil novos médicos intensivistas. Com quase todas as regiões do Brasil apresentando, segundo um levantamento Brasil, taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 80%, governos estaduais e municipais se mobilizam para adaptar leitos de enfermaria e erguer estruturas para hospitais de campanha.  

Em um ano, segundo a AMIB, estima-se que tenham sido criados pelo menos 20 mil novos leitos de UTI em todo o país para atender a alta taxa de internações por coronavírus, elevando o total para cerca de 60 mil. No entanto, o tempo necessário para formar profissionais qualificados para trabalhar nesses leitos não acompanha o mesmo ritmo. “Você equipa UTI, mas tem que esperar mais quatro anos para formar um médico especialista”, diz Moock. Falta atendimento básico   Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o país tem 422 mil médicos considerados aptos ao trabalho na emergência epidemiológica por terem menos de 60 anos. 

Eles representam 80% de todos os registros ativos de médicos no Brasil. Os dados, de junho de 2020, coletados nos 27 Conselhos Regionais de Medicina, são os mais recentes disponibilizados e foram levantados pelo CFM com o apoio da Universidade de São Paulo.   Na prática, no entanto, nem todos podem trabalhar na linha de frente. Entre autoridades e especialistas é praticamente consenso que faltam profissionais de saúde para atuar nessa função, em vários níveis, desde a atenção básica até a emergência.   “O ensino da Medicina no Brasil é e sempre foi muito focado em especialidades. Os egressos das faculdades procuram um nicho e atuam apenas nele. Isso faz com que o atendimento de atenção primária, um dos que o país mais precisa, fique deficitário”, avaliou Arthur Chioro, médico sanitarista e ex-ministro do governo Dilma Rousseff.   

Segundo Chioro, os profissionais generalistas são essenciais para responder de forma preventiva e ajudar a filtrar e encaminhar a população com um direcionamento mais assertivo. Além deles, na opinião do ex-ministro, também estão em falta médicos aptos a atuar nas salas de emergência e terapia intensiva de Unidades de Pronto Atendimento e Pronto Socorro.  “Com esse tipo de profissionais, toda a linha de atendimento generalizado é melhorada, o que, no caso do coronavírus, por exemplo, teria ajudado a conter a disseminação da doença”, explicou o médico.  Mauro Junqueira tem a mesma opinião. O secretário-executivo nacional do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) alega haver falta de profissionais de alta e média complexidade na linha de frente.  “Precisamos formar cada vez mais pessoas nos moldes do SUS para dar respostas com mais qualidade. Há muito enfrentamos a falta de médicos, então na ponta o pessoal acaba tendo que se virar nos 30”, contou o secretário.   

Distribuição desigual  A situação é agravada por outro fator: a concentração das forças de trabalho nos grandes polos e consequente regionalização da mão de obra da saúde.    “Nos estados do Norte, por exemplo, há lugares em que abrimos todos os anos o mesmo edital para contratação de médicos, e as vagas nunca são preenchidas. Isso também acontece nos territórios de quilombolas e em outras regiões mais distantes dos grandes centros”, analisou Junqueira.   No último levantamento do CFM, os dados corroboram as análises. Apenas os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais concentram 50,6% de todos os médicos brasileiros teoricamente aptos a trabalhar na pandemia (com idade abaixo de 60 anos), ou seja, 213.619 profissionais.

 No outro extremo da lista, Amapá, Roraima e Acre têm 0,8% do total, o equivalente a 4.348 médicos.   No que diz respeito a médicos intensivistas, o cenário também se repete. Segunda a AMIB, há mais escassez de especialistas nas regiões Norte e Nordeste, com a densidade de 1,5 e 2,0 médicos intensivistas para cada 10 mil habitantes, respectivamente. Por sua vez, o Distrito Federal tem 5,9 intensivistas por 10 mil habitantes, e São Paulo, 3,1.   Segundo o próprio Conselho, a ausência de políticas públicas implica na má distribuição dos profissionais por estados e regiões. Além disso, na maioria das vezes a iniciativa privada também leva a melhor em relação ao serviço público. “A rede privada pode oferecer melhores condições para os médicos. Nas contratações emergenciais da pandemia, eles podem pagar muito mais, o que é um atrativo para os profissionais”, explicou Arthur Chioro.   

De acordo com o levantamento Demografia Médica 2020, produzido pelo CFM e pela USP, 50,2% dos médicos aptos a trabalhar na pandemia atuam na iniciativa privada e no serviço público, 28,3% trabalham apenas na iniciativa privada, seja por meio dos planos de saúde, seja em consultórios particulares, e 21,5% atendem apenas no serviço público. Com isso, a força de trabalho na iniciativa privada é de 78,5% e, no serviço público, 71,7%.

Repórter do SBT é agredido ao vivo por homem com camisa da seleção


Maycon Leão, repórter da TV Serra Dourada, afiliada do SBT em Goiás, e seu cinegrafista foram agredidos durante o link ao vivo. Na situação, os profissionais noticiavam um protesto de empresários na rodovia BR 153 em Goiânia.

 Os manifestantes pediam a abertura do comércio ao poder público, que fechou estabelecimentos não essenciais por conta da pandemia.  Logo um manifestante, trajado com uma camiseta da seleção brasileira, se aproximou e agrediu Maycon. O repórter, indignado, questionou o motivo da violência e, mesmo sob ameaças, recusou-se sair da via pública. “Não justifica o senhor me agredir. O senhor sair de onde o senhor estava pra vim me bater. O senhor agrediu meu câmera. O senhor derrubou a câmera, colocou a mão no meu celular. Estamos levando a informação para a população, é um serviço essencial. Porque o senhor está indo pra cima dele? Dá licença do meu câmera? Não quero conversar com o senhor. Não vou sair da rodovia. Produção, pede pra polícia vir aqui”, disse Maycon, ao vivo.

segunda-feira, 15 de março de 2021

BOLSONARO A HAJJAR. "LOCKDOWN NO NE VAI ME F... E PERCO A ELEIÇÃO", DIZ JORNAL


Ludhmila Hajjar , cardiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, foi uma das cotadas para assumir o lugar de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, mas recusou o cargo. De acordo com as informações apuradas pelo jornal Poder 360 , a médica passou cerca de três horas mais ouvindo do que falando, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste domingo (14). 

Segundo a publicação, os presentes no encontro se esforçaram para dizer que nada havia sido feito de errado até agora pelo governo federal no combate à Covid-19. Hajjar foi sabatinada pelo presidente e seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSL), que perguntou o que ela achava sobre dois temas: aborto e armas. Ainda de acordo com o portal, ela respondeu que considerava o tema das armas relacionado a polícias e às Forças Armadas, e que não nutria simpatia por armar a população. Não foi possível apurar sua resposta a respeito de aborto. Depois, o presidente quis saber a opinião da médica sobre a cloroquina, que afirmou que não iria desdizer o presidente eventualmente no Ministério da Saúde, mas que essa fase já havia passado. 

Bolsonaro, no entanto, teria insistido, dizendo que ninguém sabe ainda o que funciona ou não para tratar a Covid-19 e que os médicos têm o direito de prescrever o que quiserem. O presidente também questionou Hajjar sobre as medidas de restrição de circulação para frear o avanço da doença, dizendo ser contra o fechamento de comércio e adoção de toque de recolher. E, em determinado momento, segundo o Poder 360 , Bolsonaro dirigiu-se à médica e perguntou: “Você não vai fazer lockdown no Nordeste para me f*der e eu depois perder a eleição, né?”. Hajjar, então, afirmou que as medidas mais restritivas deveriam ser tomadas em situações extremas, em locais em que o número de doentes e de mortes exigisse isso. Em seguida, Pazuello entrou na conversa e disse que os governadores estavam mentindo sobre a taxa de ocupação das UTIs e outras estatísticas e tinha outros números. 

A médica teria expressado descrença sobre isso, segundo o portal. O ministro também fez uma longa exposição sobre como tem conduzido a pasta e defendeu sua gestão. Pazuello disse que estava possivelmente saindo do cargo porque não se aliou a ninguém, a nenhum grupo, diferentemente de Ludhmila, que vinha recomendada inclusive por políticos com vários interesses. Com o nome de Ludhmila Hajjar riscado da lista de opções para assumir o cargo, Bolsonaro continua em busca de uma pessoa para comandar o ministério. Uma dessas opções é Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e a outra é o deputado Dr. Luizinho (PP-RJ).

COVID-19: RN SUPERA NÚMERO DE MORTES REGISTRADO EM WUHAN, LOCAL DO SURGIMENTO DO CORONAVÍRUS


O Rio Grande do Norte superou o número de mortes por Covid-19 registrado na cidade de Wuhan, na China, local de surgimento do primeiro caso da doença. No último sábado 13, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) informou que o RN atingiu a marca de 3.880 óbitos causados pelo coronavírus, enquanto a capital da província de Hubei registra 3.869 mortes, segundo monitoramento da universidade Johns Hopkins. 

A tendência é de que essa diferença siga aumentando. Até esta segunda-feira 15, o estado potiguar contabiliza 856 óbitos em investigação e uma média de 37 mortes por dia em março. Já na província de Hubei, onde está localizada Wuhan, o cenário é bem diferente: nenhuma morte por Covid-19 foi registrada desde abril do ano passado.

Com a transmissão controlada após um período restritivo rígido, a metrópole chinesa de 11 milhões de habitantes (população três vezes maior que a do RN) se aproxima da normalidade com bares, lojas, restaurantes e clubes abertos em um clima de maior tranquilidade. O primeiro caso de Covid-19 no mundo foi registrado em 1º de dezembro de 2019, de acordo com artigo da revista científica The Lancet. O status de pandemia foi declarado em 11 de março pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em relação ao número de casos confirmados, as contaminações por Covid-19 em solo potiguar bateram a casa dos 180 mil, enquanto em Wuhan o número de casos estacionou em 50 mil há quase um ano. 

Os dados seguem alarmantes no RN mesmo após um ano de pandemia. Em entrevista coletiva na sexta-feira 12, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) fizeram um balanço da atual situação do estado, onde destacaram a impossibilidade de novas flexibilizações e afirmaram que o RN deverá superar as 4 mil mortes ainda neste mês de março. Sobre o atual cenário de alta de casos e mortes, o cientista da UFRN e membro da Sociedade Brasileira de Imunologia, Leonardo Lima, destaca que a vacinação em massa é o ponto central para reverter o quadro trágico do estado. “Esse é um número muito triste. Fizemos de tudo para não alcançar esse número ou retardar, mas infelizmente isso aconteceu agora quando a pandemia completou um ano no estado. 

A gente tem observado que, cada vez mais, esses números vem se tornando pessoas próximas, praticamente todo mundo conhece alguém ou tem um parente que acabou falecendo por causa da doença. Acompanhamos a pandemia desde os primeiros casos na China, quando as autoridades adotaram uma postura negacionista, tentando esconder o problema, mas depois passou a agir de acordo com a ciência. É isso que precisamos, estamos no pior momento da pandemia, batendo recorde negativo atrás de recorde negativo e devemos agir conforme a ciência, respeitando as medidas de segurança e vacinando a população”, afirma. Recordes negativos A pandemia de Covid-19 completou um ano no Rio Grande do Norte, na sexta 12, diante de um cenário de alta de mortes, falta de leitos, fila de pacientes, recorde de internações e maior média diária de novos casos da doença. 

Passados doze meses, março de 2021 tem a maior média diária de casos (1.450) e de mortes (37,6) por Covid-19 desde o surgimento do vírus no estado. O Rio Grande do Norte também registrou, nesta segunda-feira 15, a inédita marca de 321 pessoas internadas em um leito crítico (UTI ou Semi-UTI). Outros 305 pacientes estão sob cuidados médicos em um leito de enfermaria. Além disso, 18 hospitais públicos estão operando com 100% da capacidade em todo estado, segundo acompanhamento da plataforma Regula RN. A taxa de ocupação de leitos críticos no estado está em 96%, com 115 pessoas aguardando por tratamento em uma destas unidades de terapia intensiva.

"Ao longo de todo esse tempo nós aprendemos muito em relação aos cuidados, a testagem, a transmissão e a prevenção. Hoje temos uma estrutura bem considerável para o tratamento da doença, mas só abrir leito não é suficiente, se abríssemos 100 leitos hoje ainda teríamos gente na fila esperando. Abrir leito é um processo muito complexo e os profissionais da saúde estão exaustos, a imprensa está exausta de falar do mesmo assunto e a população está exausta de ouvir a mesma coisa, mas é preciso se cuidar e evitar novos contágios”, detalha o pesquisador Leonardo Lima. E completa: “Apenas com a vacinação é que iremos reverter esse quadro grave. Depois das festas de fim de ano e do carnaval tivemos um ‘boom’ de casos e é preciso se cuidar. A gente adoraria ter um medicamento que ajudasse na prevenção, no tratamento profilático da doença, mas isso não existe, ao contrário do que vem sendo divulgado por alguns. Nos EUA, por exemplo, no ano passado o uso da cloroquina não diminuiu os casos e mortes, pelo contrário, a pandemia seguiu seu curso natural. Já neste ano, com a vacinação em massa nos EUA, as internações, casos e mortes vêm caindo vertiginosamente. Então não podemos nos descuidar e precisamos vacinar o maior número de pessoas o mais rápido possível”. 

Ao todo, o Rio Grande do Norte acumula 180.362 casos e 3.937 mortes causadas pela doença. Outros 856 óbitos estão sob investigação para saber se foram causados pela Covid-19, de acordo com o último boletim epidemiológico da Sesap divulgado na segunda-feira 15.