O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), pré-candidato ao Governo do Estado, elevou o tom contra o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), seu adversário na disputa. Em entrevista à TV Band RN, Allyson se referiu à gestão de Álvaro em Natal como a de um prefeito das “meias obras” e questionou a efetividade de entregas na capital potiguar.
Para reforçar a crítica, Allyson citou como exemplo o Hospital Municipal de Natal. No penúltimo dia de seu mandato, em 2024, Álvaro Dias promoveu uma solenidade para marcar a inauguração da unidade. Até hoje, porém, o hospital não realizou atendimentos pois a obra está incompleta.
“Como é que se inaugura um hospital e hoje, depois de um ano e três meses, esse hospital não fez um exame de sangue, não fez um exame de urina, não verificou a pressão de ninguém, não fez nem sequer uma cirurgia, não fez nada?”, afirmou.
O pré-candidato do União Brasil afirmou que situações desse tipo representam descaso com a população. “Não dá para brincar com a saúde da população desse jeito”, disse.
As declarações foram feitas em meio à apresentação de sua pré-candidatura ao governo, na qual Allyson buscou reforçar a imagem de gestor e destacar resultados obtidos em Mossoró. Segundo ele, a cidade recebeu investimentos e melhorias durante sua gestão. “Em Mossoró não é propaganda. Inaugurei na quinta-feira à noite. Na sexta-feira pela manhã, o hospital já estava funcionando”, afirmou, ao citar o Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva, entregue em janeiro.
Allyson defendeu um modelo de gestão baseado em resultados e atuação em todo o Estado. “Eu não trato isso aqui como apenas um cargo público, eu trato como uma missão mesmo”, declarou. Ele também afirmou que pretende governar de forma ampla, sem distinção política. “Governar não para um partido, não para uma ideologia. Eu quero governar para todo mundo.”
Questionado sobre alinhamento nacional, evitou declarar apoio a nomes à Presidência da República. “Eu não quero e nem tenho a intenção de influenciar o voto do cidadão para presidente”, disse, acrescentando que buscará recursos em Brasília independentemente de quem esteja no comando do País.
Sobre a investigação aberta contra ele na Polícia Federal, o ex-prefeito de Mossoró afirmou confiar nas instituições. “Todo gestor público não só pode, como deve ser investigado”, declarou. Segundo ele, houve tentativa de adversários de explorar politicamente o episódio. “Houve uma exploração por parte de adversários na tentativa de retirar a nossa credibilidade”, afirmou Allyson, citando a repercussão da Operação Mederi, que cumpriu mandado em sua residência em janeiro.
O pré-candidato também apresentou propostas para uma eventual gestão a partir de 2027, com destaque para a reorganização da previdência estadual. “Um dos primeiros atos será organizar a previdência para dar segurança ao servidor”, afirmou, citando experiência anterior em Mossoró, onde, segundo ele, a dívida foi revertida em saldo positivo. “Eu nunca devi R$ 1 de Previdência.”
Na área da saúde, voltou a criticar a situação atual da rede estadual. “É só ir no Tarcísio Maia, é só ir no Walfredo Gurgel, que a gente vai ver a lástima que está”, disse, prometendo replicar no Estado o modelo adotado em sua gestão municipal.
Ao tratar de alianças políticas, afirmou que seu foco está nos resultados. “A gente está olhando para frente, para entregar resultado”, declarou. Também relembrou o enfrentamento a grupos tradicionais em Mossoró. “Eu enfrentei um grupo político que estava no poder há 72 anos.”
Allyson encerrou a entrevista afirmando que pretende percorrer todo o Estado durante a pré-campanha. “Nós vamos continuar visitando os 167 municípios do Rio Grande do Norte”, disse, ao reafirmar o compromisso com a disputa ao governo.

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