‘Vou defender os interesses do RN independente do presidente’, diz Allyson


 

O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo União Brasil, afirmou que não pretende pedir voto nem induzir eleitores a apoiar qualquer candidato à Presidência da República, defendendo independência política e foco na gestão estadual.

“Eu não vou pedir voto para nenhum candidato e nem vou tentar induzir o eleitor a votar em algum candidato”, disse, em entrevista ao programa Radar 95, da rádio 95 FM. Segundo ele, esse tipo de posicionamento não altera o comportamento do eleitor. “Qualquer político que tenta mudar ou induzir o voto de um candidato a presidente… sabe quantas pessoas ele consegue mudar? Nenhuma.”

Allyson afirmou que essa postura não é nova e citou eleições anteriores. “Foi assim em 2018. Fui candidato a deputado, fui eleito, não me posicionei. Em 2020, em 2022 e 2024, fui candidato e sempre esse questionamento.”

Para ele, o foco está na governabilidade. “Independentemente de quem esteja lá sentado na cadeira no Palácio do Planalto, pode ter certeza de uma coisa: vou lá, vou defender os interesses do Estado. Eu fiz isso quando era Jair Bolsonaro o presidente e fiz agora quando era Lula o presidente.”

Ao comentar a relação com os governos federais, o pré-candidato citou como exemplo um convênio de R$ 40 milhões. “Esse convênio foi assinado na época do governo Bolsonaro. E os repasses começaram a ser feitos agora na época do governo Lula.” Ele reforçou que pretende manter essa postura. “Eu vou trabalhar com quem estiver lá.”

Durante a entrevista, Allyson criticou o que chamou de estratégia de candidatos que vinculam sua imagem a nomes nacionais. “Candidato que quer ganhar voto chega para o eleitor e diz ‘eu não tenho proposta não, mas meu candidato é fulano a presidente’. Isso é muito pouco, isso é muito pequeno.”

Questionado sobre o risco de ficar fora do segundo turno por não se alinhar à direita ou à esquerda, ele respondeu com base em sua experiência eleitoral em Mossoró. “Nós tivemos 78% dos votos. Isso não acontece.” Segundo ele, mesmo com apoios nacionais em disputa, o eleitor decide de forma independente.

Para ilustrar, citou o caso de Parnamirim. “Foi a única cidade do Rio Grande do Norte em que o ex-presidente Bolsonaro venceu. Lá ele tinha um candidato a prefeito, foi lá fazer campanha, mas quem ganhou foi Nilda, que não tinha o apoio desse candidato.” Na avaliação dele, o eleitor separa o voto local do nacional. “No final das contas, o que vale é a consciência do eleitor.”

Allyson também rejeitou a ideia de que sua posição seja apenas estratégia. “Eu tenho eleitor dos dois lados”, afirmou. E reforçou que quer estimular a participação sem direcionamento. “Eu quero que as pessoas votem, só que eu não quero induzir o voto de presidente.”

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