E agora? Quem será o porto seguro dos cicloviajantes e aventureiros que chegam a Macau?
Após o sepultamento de Gringo Fitas, figura carinhosamente chamada de "pai dos cicloviajantes" pelos amantes do pedal e aventureiros que visitam Macau, uma pergunta passou a ecoar entre aqueles que cruzam estradas em busca de novas experiências: "E agora? Quem será o porto seguro e o ponto de apoio daqueles que chegam à nossa cidade em suas jornadas?"
Reconhecida pelas suas belezas naturais e pela hospitalidade do seu povo, Macau se tornou, ao longo dos anos, parada obrigatória para cicloviajantes e aventureiros de diversas partes do Rio Grande do Norte, do Nordeste, do Brasil e até do exterior. Porém, com a partida de Gringo, fica uma interrogação sobre o futuro desse acolhimento que se tornou uma marca da cidade.
Há décadas, Gringo Fitas sonhava com a criação de um espaço adequado para receber essas pessoas que escolhiam Macau como destino ou ponto de passagem em suas aventuras. Era uma luta antiga, movida pela paixão em servir e pela certeza de que a cidade tinha potencial para se consolidar como referência no turismo de aventura.
A forte rede de contatos entre cicloviajantes e apaixonados por grandes expedições fazia com que todos soubessem exatamente a quem procurar ao chegar em Macau. O nome de Gringo era referência. Muitas vezes, ele abria as portas da própria casa para hospedar visitantes. Quando havia disponibilidade na sede dos Escoteiros, conseguia, junto à chefia, um local para acolhê-los. Em outras ocasiões, quando não custeava do próprio bolso, hospedagem e alimentação, saía em busca de amigos dispostos a colaborar.
Durante vários anos, Gringo apresentou esse sonho à classe política local. Foram inúmeras conversas e pedidos em busca de uma estrutura permanente para atender os cicloviajantes. No entanto, suas reivindicações jamais receberam a atenção necessária.
Com sua partida precoce, além da saudade deixada entre familiares e amigos, permanece uma reflexão: como será daqui para frente sem aquele que se transformou no principal ponto de apoio dos cicloviajantes e aventureiros que escolhem Macau em suas rotas?
A ausência de Gringo Fitas deixa uma lacuna difícil de preencher. Mas talvez o maior legado deixado por ele seja justamente a necessidade de transformar em realidade um sonho que carregou por toda a vida: fazer de Macau uma cidade cada vez mais preparada para acolher aqueles que chegam movidos pelo espírito da aventura e pelo desejo de conhecer as riquezas naturais da Costa Branca.



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